A endoscopia digestiva alta visualiza o esôfago, o estômago e o duodeno com um aparelho fino e flexível com câmera. É indicada na investigação de sintomas digestivos persistentes, na avaliação antes de cirurgias — inclusive bariátrica — e no acompanhamento de condições conhecidas. Em geral é feita sob sedação, com jejum, e a indicação é sempre médica e individualizada.
Conteúdo revisado pela Dra. Nathalia Julio — Médica, CRM-SC 28644 · Revisado em julho de 2026
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O que é a Endoscopia Digestiva?
A endoscopia digestiva alta é um exame que permite visualizar diretamente o interior do esôfago, do estômago e do duodeno — a primeira porção do intestino delgado. Um aparelho fino e flexível, com câmera na ponta, é introduzido pela boca e transmite as imagens em tempo real, o que permite identificar inflamações, lesões e outras alterações da mucosa. Quando indicado, o mesmo exame possibilita a coleta de pequenas amostras de tecido (biópsias) para análise laboratorial.
A Dra. Nathalia Julio é cirurgiã do aparelho digestivo com especialização em Endoscopia Digestiva Alta e Baixa pela FUGAST. Essa formação aproxima o exame endoscópico da avaliação clínica e cirúrgica: o resultado é interpretado dentro do contexto de cada paciente, e não de forma isolada.
Quando o exame pode ser indicado?
A indicação é sempre médica e depende dos sintomas, da história e das necessidades de cada paciente — não se trata de um exame de rotina igual para todos. Entre as situações em que a endoscopia digestiva alta pode ser considerada:
- Investigação de sintomas digestivos persistentes: queimação ou azia frequentes, refluxo, dor ou desconforto na parte superior do abdome, náuseas recorrentes, sensação de empachamento e dificuldade para engolir são queixas que, quando persistem ou retornam, podem justificar a avaliação endoscópica, conforme o julgamento médico.
- Avaliação pré-operatória: antes de determinadas cirurgias do aparelho digestivo — inclusive no preparo para a cirurgia bariátrica —, a endoscopia pode ser solicitada para conhecer as condições do esôfago, do estômago e do duodeno e contribuir com o planejamento cirúrgico. A necessidade é definida caso a caso, na avaliação individual.
- Acompanhamento de condições já conhecidas: em situações como gastrite, doença do refluxo ou lesões já identificadas em exames anteriores, o exame pode ser repetido em intervalos definidos pelo médico, para acompanhar a evolução e orientar o tratamento.
Alguns sinais merecem atenção especial e devem ser comunicados ao médico: dificuldade progressiva para engolir, vômitos persistentes, perda de peso não intencional e sinais de sangramento digestivo, como vômito com sangue ou fezes muito escurecidas. Sangramento ativo, dor intensa ou piora rápida são situações de urgência: procure imediatamente um pronto atendimento, sem aguardar um exame agendado. Um exame sem alterações, isoladamente, não descarta todas as condições — a interpretação depende do quadro clínico, e a conduta é definida em avaliação individualizada.
Quer entender se esse exame faz sentido para o seu caso?
Quero conversar sobre o meu casoComo o exame é realizado?
Na maioria dos casos, a endoscopia digestiva alta é realizada sob sedação, para reduzir o desconforto — em geral, o paciente permanece tranquilo e muitos não guardam lembrança do procedimento. Com o paciente deitado de lado, o aparelho é introduzido pela boca, e a captação das imagens costuma durar poucos minutos; a duração total varia conforme o caso e os procedimentos associados, como a coleta de biópsias.
O exame acontece em ambiente adequado, com monitorização durante a sedação, e o paciente permanece em observação até a recuperação, antes da liberação. Por causa da sedação, em geral orienta-se comparecer acompanhado e evitar dirigir no restante do dia — as orientações completas são passadas pela equipe no agendamento.
Preparo e orientações
O preparo habitual envolve jejum, necessário para que o estômago esteja vazio e a visualização da mucosa seja adequada. O tempo de jejum, os ajustes de medicamentos em uso e as demais orientações são informados pela equipe no momento do agendamento, de acordo com cada caso — informe sempre os medicamentos que utiliza, alergias e condições de saúde relevantes.
A realização do exame acontece conforme indicação e avaliação médica; o local de realização, a disponibilidade de agenda e as condições de atendimento por convênios são confirmados pela equipe no momento do agendamento. Após o exame, o resultado é conversado com o paciente, e os próximos passos — incluindo eventuais tratamentos ou novos exames — são definidos em conjunto, dentro de uma avaliação individualizada. Quando há indicação dos dois exames, a endoscopia pode ser programada na mesma ocasião da colonoscopia, aproveitando a mesma sedação — a possibilidade é avaliada caso a caso.
Perguntas frequentes
Na maioria dos casos, sim. A sedação é utilizada para reduzir o desconforto, e muitos pacientes não guardam lembrança do exame. O tipo de sedação e os cuidados após o procedimento — como comparecer acompanhado e evitar dirigir no restante do dia — são orientados pela equipe no agendamento.
A endoscopia costuma fazer parte da avaliação pré-operatória no contexto bariátrico, porque permite conhecer as condições do esôfago, do estômago e do duodeno antes do procedimento. A necessidade e o momento do exame, porém, são definidos na avaliação individualizada de cada paciente.
Quando indicado, o próprio exame permite a coleta de pequenas amostras de tecido, encaminhadas para análise laboratorial. É um recurso que contribui para esclarecer o diagnóstico, e o resultado é conversado com o paciente na sequência do acompanhamento, junto com as orientações seguintes.
O agendamento é iniciado pelo WhatsApp (48) 99170-8932 ou pelo formulário do site. A secretaria atende de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30, e orienta sobre disponibilidade, modalidade, valores e documentos necessários.
Não. A consulta serve para compreender o seu caso, revisar exames e conversar sobre alternativas. A cirurgia só é considerada quando existe indicação e quando esse caminho faz sentido dentro de uma avaliação individualizada, com participação do paciente na decisão.
O atendimento particular é uma das modalidades disponíveis. Unimed, SC Saúde e possibilidade de reembolso por outros planos também foram informados, mas as condições variam conforme consulta, local e procedimento. Confirme a disponibilidade atual diretamente com a equipe.
Sim, há possibilidade de atendimento online para situações clinicamente adequadas. Algumas avaliações, exames físicos e etapas cirúrgicas exigem presença. Ao solicitar o agendamento, a equipe orientará se a teleconsulta é compatível com a sua necessidade.
Na Metabore — Instituto Avançado de Cirurgia Digestiva, Bariátrica e Metabolismo, na Rodovia José Carlos Daux (SC-401), 3780, salas 303/304, Florianópolis/SC.
Leve documento de identificação e, se tiver, exames, laudos, lista de medicamentos em uso e informações sobre tratamentos ou cirurgias anteriores. A equipe pode enviar orientações específicas antes do atendimento.
Não. O site e o WhatsApp destinam-se a informações e agendamentos. Em caso de sintomas intensos, piora rápida ou situação aguda, procure imediatamente um serviço de pronto atendimento.
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Dra. Nathalia Julio
Médica cirurgiã com residências em Cirurgia Geral, Cirurgia do Trauma e Cirurgia do Aparelho Digestivo, e especialização em Endoscopia Digestiva Alta e Baixa pela FUGAST. Atende em Florianópolis, na Metabore, com avaliação individualizada e acompanhamento em todas as etapas.
