A cirurgia de refluxo (fundoplicatura) reconstrói a barreira antirrefluxo entre o estômago e o esôfago, corrigindo também a hérnia de hiato quando presente. É considerada em casos de refluxo persistente apesar do tratamento clínico, após investigação com endoscopia e exames funcionais. Em geral é realizada por videolaparoscopia, e a indicação é sempre individualizada.
Conteúdo revisado pela Dra. Nathalia Julio — Médica, CRM-SC 28644 · Revisado em julho de 2026
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O que é a Cirurgia de Refluxo (Fundoplicatura)?
A cirurgia de refluxo, conhecida como fundoplicatura, é um procedimento que busca reconstruir a barreira antirrefluxo: o mecanismo de válvula que existe entre o esôfago e o estômago e que, na doença do refluxo gastroesofágico, deixa de funcionar de forma adequada. Na técnica mais utilizada, a parte superior do estômago (o fundo gástrico) é posicionada ao redor da porção final do esôfago, reforçando essa válvula natural.
Quando há hérnia de hiato — situação em que parte do estômago desliza para o tórax através do diafragma —, a correção costuma ser realizada no mesmo procedimento, recompondo a anatomia da região. O planejamento é sempre individualizado, definido pela Dra. Nathalia Julio a partir da história clínica e dos exames de cada paciente.
Quando a cirurgia pode ser indicada?
Nem todo refluxo tem indicação cirúrgica. A maioria dos casos é conduzida com tratamento clínico, que envolve mudanças de hábitos e, quando necessário, medicação. A cirurgia passa a ser considerada em situações específicas, sempre após investigação adequada, que inclui a endoscopia digestiva alta e, quando indicados pelo médico, exames funcionais como a pHmetria e a manometria esofágica. Entre as situações em que a avaliação cirúrgica pode ser considerada:
- Refluxo persistente apesar do tratamento clínico: quando os sintomas continuam incomodando mesmo com o tratamento bem conduzido e otimizado, a cirurgia pode ser discutida como alternativa, conforme os achados dos exames.
- Dependência prolongada de medicação: pacientes que precisam de medicamentos de forma contínua para controlar os sintomas e que desejam ou necessitam avaliar uma alternativa ao uso prolongado podem passar por avaliação criteriosa — sem que isso signifique garantia de suspensão dos remédios após a cirurgia.
- Hérnia de hiato relevante: quando a hérnia de hiato contribui para os sintomas ou apresenta características que, a critério médico, justificam correção, a cirurgia pode ser indicada, tratando a hérnia e o refluxo no mesmo procedimento.
- Complicações do refluxo: alterações identificadas nos exames, como inflamação mais acentuada do esôfago ou outras repercussões da doença, podem pesar na decisão, sempre analisadas caso a caso.
Sinais como dificuldade progressiva para engolir, perda de peso não intencional, vômitos persistentes ou sangramento merecem avaliação médica com prioridade. Dor no peito súbita e intensa é situação de urgência: procure um pronto atendimento imediatamente, pois é preciso afastar causas cardíacas antes de atribuir o sintoma ao refluxo. A indicação cirúrgica é sempre individualizada, construída em consulta.
Quer entender se essa cirurgia faz sentido para o seu caso?
Quero conversar sobre o meu casoComo a cirurgia é realizada?
Sempre que indicada e viável, a fundoplicatura é realizada por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva em que o procedimento é feito por pequenas incisões no abdome, com o auxílio de uma câmera. A cirurgia acontece em ambiente hospitalar, sob anestesia geral, com equipe de anestesiologia.
Durante o procedimento, o fundo do estômago é posicionado ao redor do esôfago, reconstruindo a barreira antirrefluxo; quando há hérnia de hiato, a correção é feita no mesmo tempo cirúrgico. Existem variações de técnica, como a fundoplicatura total ou parcial, e a escolha depende da avaliação individual de cada caso, considerando também os resultados dos exames funcionais, quando realizados. O tipo de abordagem, os detalhes do procedimento e as alternativas são explicados em consulta, para que a decisão seja compartilhada e consciente.
Recuperação e acompanhamento
A recuperação varia de pessoa para pessoa, conforme as condições clínicas e a evolução de cada caso — por isso, não são estabelecidos prazos fixos. O tempo de internação, a progressão da alimentação e o retorno às atividades são orientados de forma individualizada pela equipe.
No período inicial após a cirurgia, é comum que a dieta evolua de forma gradual, seguindo orientações específicas passadas no pós-operatório. O acompanhamento próximo é parte central do cuidado: a Dra. Nathalia Julio e a equipe permanecem disponíveis para orientar cada etapa, esclarecer dúvidas e avaliar a evolução nos retornos programados. Qualquer sintoma que preocupe durante a recuperação deve ser comunicado à equipe; em situações agudas e intensas, procure um pronto atendimento.
Perguntas frequentes
Não. A maioria dos casos de refluxo é tratada clinicamente, com mudanças de hábitos e medicação quando necessária. A cirurgia é considerada em situações específicas, após investigação adequada e avaliação individualizada com a médica.
Não é possível garantir a suspensão dos medicamentos. Em casos bem indicados, a cirurgia busca reduzir os sintomas e a necessidade de medicação, mas a resposta varia de pessoa para pessoa e é avaliada ao longo do acompanhamento.
A investigação costuma incluir a endoscopia digestiva alta e, quando indicados pela médica, exames funcionais como a pHmetria e a manometria esofágica, além da avaliação pré-operatória habitual. A lista exata é definida em consulta, conforme cada caso.
O agendamento é iniciado pelo WhatsApp (48) 99170-8932 ou pelo formulário do site. A secretaria atende de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30, e orienta sobre disponibilidade, modalidade, valores e documentos necessários.
Não. A consulta serve para compreender o seu caso, revisar exames e conversar sobre alternativas. A cirurgia só é considerada quando existe indicação e quando esse caminho faz sentido dentro de uma avaliação individualizada, com participação do paciente na decisão.
O atendimento particular é uma das modalidades disponíveis. Unimed, SC Saúde e possibilidade de reembolso por outros planos também foram informados, mas as condições variam conforme consulta, local e procedimento. Confirme a disponibilidade atual diretamente com a equipe.
Sim, há possibilidade de atendimento online para situações clinicamente adequadas. Algumas avaliações, exames físicos e etapas cirúrgicas exigem presença. Ao solicitar o agendamento, a equipe orientará se a teleconsulta é compatível com a sua necessidade.
Na Metabore — Instituto Avançado de Cirurgia Digestiva, Bariátrica e Metabolismo, na Rodovia José Carlos Daux (SC-401), 3780, salas 303/304, Florianópolis/SC.
Leve documento de identificação e, se tiver, exames, laudos, lista de medicamentos em uso e informações sobre tratamentos ou cirurgias anteriores. A equipe pode enviar orientações específicas antes do atendimento.
Não. O site e o WhatsApp destinam-se a informações e agendamentos. Em caso de sintomas intensos, piora rápida ou situação aguda, procure imediatamente um serviço de pronto atendimento.
Ficou com alguma dúvida sobre o seu caso? A consulta serve exatamente para isso.
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Dra. Nathalia Julio
Médica cirurgiã com residências em Cirurgia Geral, Cirurgia do Trauma e Cirurgia do Aparelho Digestivo, e especialização em Endoscopia Digestiva Alta e Baixa pela FUGAST. Atende em Florianópolis, na Metabore, com avaliação individualizada e acompanhamento em todas as etapas.
